Do livro “Walkscapes” de Francesco Careri, citarei Hamish Fulton:

“A minha forma de arte é a viagem feita a pé na paisagem. A única coisa que temos de tomar de uma paisagem são fotografias. A única coisa que temos de deixar nelas é o rasto dos passos.” (2013;pp110)

É para a “cidade” que conflui o global e dissemina-se a nível local; é na “cidade” que se visualizam e vivenciam-se diversos ideais e ideologias; é nela que se vêem os reflexos – extrínsecos e intrínsecos – da forma como é percepcionada e vivida. É a cidade feita pelos seus habitantes e pelos seus flâneurs, locais ou de outras paragens – as suas “luzes”, únicas e inimitáveis dada a individualidade de cada ser – que agora vemos plasmadas em imagens. Pretende-se que a cidade – a nossa, a vossa, a minha e a tua – seja um imenso centro físico e informal para a “activação” e “leitura” de uma “paisagem”, nas suas várias acepções.

Texto de José Cruzio

Colectivo de Fotógrafos: José Cruzio; Carina Martins; Paula Magalhães; Duarte Belo; Vânia Viana; Rafael Farias; Hugo Costa Marques; Carlos Gomes; José Leitão Silva.

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